
O consumidor maranhense está pagando mais caro pela comida no quilo. Dois fatores estão contribuindo, segundo empresários do segmento, para a alta: o aumento nos preços dos alimentos e o reajuste do salário mínimo de R$ 545,00 para R$ 622,00. Em São Luís, boa parte dos restaurantes confirma que já repassou os novos preços para o consumidor final e muitos ainda fazem as contas para aplicar o reajuste até o próximo mês. O aumento médio está em 12%.
"Estamos mantendo, há pelo menos dois anos, o preço da comida no quilo a R$ 21,99. Para isto, adotamos algumas estratégias, inclusive no cardápio, sem perder a qualidade", afirmou a empresária Celineide Costa.
Em bairros como Renascença, São Francisco e adjacências, o preço da alimentação varia de R$ 30,00 a R$ 36,95 o quilo, dependendo do restaurante, do cardápio e da localização - em shopping ou em imóvel próprio.
No Renascença, no restaurante Taipan, especializado em comida chinesa, houve aumento e o preço do quilo passou de R$ 34,95 para R$ 36,95. Um aumento de R$ 2,00.
No Centro, a proprietária de restaurante, Tereza Araújo Silva, disse que reajustará o preço do quilo da comida, atualmente em R$ 23,90. Ele diz que deverá aplicar um reajuste proporcional ao aumento da carne bovina, na ordem de 10%.
Outro proprietário de restaurante, César Wagner Lima, que vendia o quilo de comida a
R$ 24,90, elevou o preço para
R$ 26,90 há mais de 20 dias, por causa do aumento da carne e de outros alimentos.
Preços - De maneira geral, a comida no quilo em São Luís tem preços que variam de R$ 20,00 a R$ 36,00 e os marmitex e pratos feitos vão de R$ 7,00 a R$ 12,00. Supondo que uma pessoa coma, em média, meio quilo por dia em uma refeição fora de casa, com um preço médio de R$ 23,50, por cinco dias por semana, o custo mensal será de R$ 235,00, sem o acréscimo de bebidas. Já quem recorre ao marmitex ou prato feito pagará um pouco menos,
R$ 190,00, em média, por mês.
Quem tem o hábito de comer fora de casa percebe o custo cada vez mais alto. "Eu sempre coloco a mesma quantidade de comida e achei um absurdo na hora de pagar. A minha opção é comer em locais que cobram preço mais acessível", afirma a vendedora Idelma Campos.
Mesmo com o preço elevado, muitas pessoas recorrem à praticidade da comida pronta. O vendedor Walter Alves trabalha no Centro e mora em outro bairro. Por isso, prefere almoçar em restaurante e gasta em média de
R$ 150,00 por mês, apenas com o almoço. "É caro, mas é o jeito", diz.
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