
Já vai longe o tempo em que o Banco do Brasil era uma empresa 100% pública, com uma atuação socialmente mais responsável, mais voltada para o desenvolvimento do país e de sua população. Hoje, lamentavelmente, parece que a direção do banco está mesmo é empenhada em deixar para trás, em definitivo, qualquer resquício desse papel mais nobre.
O BB virou um banco extremamente agressivo, descendo ao mesmo nível dos grandes tubarões financeiros que são, por exemplo, o Itaú e o Bradesco. Atualmente, as metas estão sendo utilizadas como instrumento de medo, de chantagem. Tudo em nome do lucro.
Informações dão conta de que a meta do banco era atingir R$ 1 trilhão em ativos em 2011. Para isso, não poupou esforços: no fim do ano passado, ordenou cancelamento de férias, abonos, licenças-prêmio e processos seletivos internos já em andamento.
Além disso, instalou mesas de crédito improvisadas em todo o país. Funcionários de agências estão sendo transferidos para oferecer dinheiro a juros altíssimos por telefone. Afora o fato de não haver gravação das ligações, de os contratos de empréstimo serem verbais, isso que o BB está fazendo tem um nome bem conhecido: desvio de função.
Descomissionamentos
Nesse esforço para tentar cumprir seu objetivo, o BB também está abusando da pressão sobre os funcionários. Os que não atingem as metas -- quase humanamente impossíveis de se cumprir -- correm o risco de perder a comissão. Na base do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas, três trabalhadores já foram descomissionados.
Ao maldito problema das metas, soma-se o BB 2.0, implantado no início do ano passado. Esse sistema de reestruturação faz um recálculo dos postos de trabalho das agências, tendo como parâmetro a produção de cada uma delas.
Sempre que é "rodado", o sistema indica quais unidades do banco ganham e quais perdem postos de comissionados, caixas e escriturários. E são os gerentes gerais os responsáveis por indicar os "excedentes".
O BB diz que tem a intenção de se tornar "a melhor empresa para se trabalhar". Para o Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas, do jeito que andam as coisas, essa "meta" nunca será atingida.
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